gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.
Apresenta os escritos, reflexões e arte do artista plástico Luís Terêncio Esteves com formação artística na S.N.B.A. em Lisboa. A criação do blog reserva o direito de autor a todas as obras - textos, imagens e vídeos pertencentes ao administrador.
Breve História da evolução da Fotografia
A fotografia passou por vários processos de evolução com diversos protagonistas no seu invento, tal qual nos conhecemos até aos nossos dias. Obteve-se a primeira fotografia com dez horas de exposição a luz por Nicéphore em 1822.
Mas para chegar a fotografia foi necessário a invenção da câmara escura, este fenómeno foi observado, estudado e descrito por Leonardo da Vinci (1454-1519).
«Quando as imagens dos objectos iluminados penetram num compartimento escuro através dum pequeno orifício esse recebem sobre um papel branco situado acerta distância desse orifício, vêem-se, no papel, os objectos invertidos com as formas e cores próprias.»
Já o filósofo grego Aristóteles (384-322) a.C. tinha observado a imagem invertida do desenrolar de um eclipse do sol.
A autoria da câmara escura portátil deu-se ao invento ao físico Giambattista Porta (1540-1615).
E surge mais tarde o aperfeiçoando na câmara escura com lente colocada no orifício. Ao colocar a lente convergente, esta dirige a luz solar para um ponto chamado foco, produzindo imagens muito perfeitas do que sem elas. Foi necessário fazer com que a lente se possa aproximar ou afastar da face onde a imagem se projectará, pois a sua nitidez depende da distância a lente ao fundo onde esta a imagem invertida e esta, por sua vez depende da distância do objecto à lente. Esta operação é designada por focar a imagem.
Bastou colocar no interior da câmara, um espelho plano e inclinado de 45º e com o vidro despolido na parte de cima, assim passamos a ter a imagem direita.
A câmara escura foi utilizada pelos desenhadores nesta época para obterem boas cópias do natural, dirigindo a lente para a paisagem ou objecto, bastava com a ponta do lápis percorrer os contornos e pormenores das figuras projectadas no cimo da câmara escura.
Thomas Wedgwood, inglês (1771-1805) com as experiências efectuadas com a substância nitrato de prata, ao coloca-la directamente a luz do dos raios solares estas escureciam facilmente e tanto mais se estiverem luz intensa. E lembrou-se de gravar num papel o perfil de algumas pessoas, molhava a folha de papel na solução do nitrato, punha-o ao sol e colocava a pessoa de modo a sombra da cabeça a incidir sobre a folha de papel.
A parte que apanhava luz escurecia rapidamente e a da sombra ficava o perfil desenhado no papel a branco e ainda fez-se a experiência colocando na câmara papel molhado com esta substância. Mas com o tempo a folha escurecia por completo.
Era necessário encontrar uma substância muito sensível a luz e evitar que esta substância continuasse a alterar-se depois de retirada da câmara.
Surgiu o cloreto de prata muito mais sensível a luz que o nitrato de pata e efectuou-o experiências da acção das luzes de cor sobre os compostos de prata.
O químico francês Bérard (1779-1869) descobre que a rapidez com que os compostos de prata escurecem quando iluminados pelas sete luzes de cor, varia exactamente na mesma ordem em que as cores se segue no arco-íris.
A acção mais rápida incide na cor de luz violeta pela ordem decrescente até a cor de luz vermelha que já não tem acção.
Nicéphore Niépce francês foi o primeiro inventor a projectar a imagem na câmara escura e ficar gravada depois de o retirar e expor a luz.
Com a descoberta do processo da litografia na época e Nicéphore ao desenhar sobre a pedra de calcário, com pouca habilidade para o desenho, o seu pensamento era a utilização da câmara escura e projecta-la sobre a pedra litográfica a imagem obtida por meio da câmara.
Foi dos processos das experiências com betume da Judeia que surge primeira fotografia no mundo em1822.
Sobre a placa de estanho cobria uma fina camada de betume, sobre esta colocava uma gravura envernizada, a luz do sol ao atravessar as partes claras da gravura e ao incidir sobre o betume, esbranquiçava-o. Nas partes escuras da gravura estas não deixavam passar a luz e permanecia o betume com a cor natural de escura.
Retirava a gravura da placa e lavava cuidadosamente com uma mistura de petróleo e de essências de alfazema. Nas partes onde a luz não tinha actuado ou actuou fracamente, dissolvia todo ou a grande parte e nas restantes onde a luz actuava tornava-se insolúvel, ficando retida na placa. Assim ao colocar uma placa com betume na câmara escura e durante 10 horas surgia a imagem da sua casa.
Estas fotografias tinham inconvenientes:
Eram necessárias dez horas de exposição ao sol.
Pouco contrastes entre os claros e escuros.
Tinham relevos, as partes claras o petróleo não as dissolvia e as partes escuras eram retiradas pelo mesmo.

Niépce – Vista da janela da casa, imagem de um pombal.
Colocou uma placa de estanho coberta de betume da Judeia na câmara escura com uma exposição de oito horas.
Em 1835 Daguerre descobre a imagem latente.
Com placa de cobre coberta com delgada camada de prata e exposta ao vapor de iodo deveria adquirir o tom amarelo dourado. A placa ficava coberta com uma fina camada de iodeto, muito sensível a luz e mantendo-se na câmara escura e ao projectar sobre placa a imagem do objecto, a imagem ficava gravada na placa, reduzindo o tempo de exposição muito inferior ao betume.
Daguerre ao colocar a placa sensibilizada na câmara escura, por qualquer motivo, ao destapar a abertura de entrada da câmara escura, voltou a fechar e retirava a placa sem imagem colocando-a num armário.
No armário terá deixado cair acidentalmente algumas gotas de mercúrio, quando precisou de retira a placa do armário e verificou uma imagem nítida.
Mas exposta a luz esta imagem acabava por escurecer.
Repetiu a experiência várias vezes, concluindo da existência de uma imagem não visível, depois da exposição da placa sensibilizada na câmara.
Em 1837 Daguerre descobre que a água salgada fixa a imagem, evitando deste modo a actuação da luz
O nome dado a estas fotografias foi o de daguerreótipos

Daguerre – Paris Boulevard de 1839.
Exposição cerca de 20 minutos.
Talbot inglês (1800-1877) inventa o negativo e as provas positivas que fora o melhor caminho para o processo da fotografia utilizando o papel, aumentou a sensibilidade das chapas, recorrendo ao brometo de prata como acelerador e a posição invertida da imagem foi corrigida acrescentando prismas a objectiva. A partir desta data a evolução foi enorme.
Primeiro negativo da história - Calotipo
Fox Talbot - Janela de Lacock Abbey, 1835
Dá-se em Paris no ano de 1840, ao início da construção e comercialização da máquina portátil. A difusão universal da fotografia em 1880, era obtida por intermédio do gelatino-brometo de prata e o tempo de exposição a luz era de 2 segundos.
A evolução da fotografia permanece com os aperfeiçoamentos: nas qualidades do suporte da emulsão fotográfica, a sensibilidade desta, o tempo de exposição a luz, o modo de conhecer a distância ao objecto a fotografar, a graduação da intensidade da luz e outras.
Em 1882, o inglês George Hare construiu um protótipo de câmara de fole, seguiram-se anos de aperfeiçoamento que muito dependiam da evolução dos filmes fotográficos e das lentes que constituíam as objectivas
Atribui-se ao século XIX a invenção e aperfeiçoamento técnico na fotografia, e ao século XX a evolução das aplicações, controles, cor e o formato digital na imagem.
Na evolução das máquinas fotográficas desde as câmaras escura, as manuais, as analógicas para as digitais, alteram a maneira de trabalhar de muitos fotógrafos. Os resultados instantâneos, na facilidade de visualização no ecrã LCD permiti apagar a imagem, se não nos interessar e tira outras fotografias, o baixo custo de operação, a facilidade de armazenar através dos computadores e enviar ou manipular a imagem trazem grande vantagem aos utilizadores em relação ao filme.
Os primeiros aparelhos “de tomada de vista” de Niepce, Fox-Talbot e Daguerre eram construídos segundo o princípio da câmara escura em uso depois do séc. XVII
1882 - George Hare – Desenho do protótipo de câmara de fole.
Câmaras instantâneas
1936-66 - Polaroid Land Automatic 100; e1972-77 - Polaroid Land SX-70
Fabricante Polaroid – USA
Câmara panorâmica
1949 - Câmara de filme de rolo, cuja lenta captava ângulos de 82º (o equivalente a uma lente de
Câmaras electrónicas
1964 - A primeira câmara a incorporar um flash electrónico, foi a Vitrona da Voigtlander.

1996 - 2006 - O formato digital na fotografia e vídeo impõe-se nas sociedades industrializadas, com cada vez mais modelos de câmaras, com mais funcionalidades (por exemplo incluindo também registo vídeo de qualidade) e mais acessíveis em termos de custo, impondo-se à fotografia tradicional que subsistirá principalmente em "nichos", como a fotografia artística, médio e grande formato de estúdio – Canon EOS 400 D reflex digital, 2006
A fotografia é simultaneamente, ciência, técnica e arte.
Ciência quando estuda a maneira de fixar a imagem numa superfície, suporte digital, papel e/ou outras, o tempo que actua a luz na superfície e o modo como se consegue as tonalidades da imagem, técnica quando procede as manipulações de que resultarão a imagem nítida e arte quando o individuo escolhe o motivo que pretende, as posições dos objectos e/ou das pessoas, as tonalidades e enquadramento do motivo.
A descoberta da fotografia é uma das realizações humanas mais extraordinárias da humanidade que o homem tem conseguido a custa de muita dedicação na causa do invento. Através da fotografia tornamos as imagens dos nossos amigos, familiares, objecto, paisagem seja o que queremos fotografar presentes, continuando vivas nas nossas memórias, mesmo que a realidade seja outra. É o invento mais popular no mundo e deu origem a uma das indústrias mais desenvolvidas no mundo actual.
A fotografia como expressão artística destaca-se pela sua qualidade documentaria, pelo sentido artístico e espírito inventivo.
Os fotógrafos para os quais a fotografia é um meio para exprimir, através dos seus próprios sentimentos, as preocupações do nosso tempo. Estes preocupam-se com os problemas humanos e sociais. Para os outros a fotografia é o meio de realizar as suas aspirações pessoais no domínio da arte.
A fotografia é o meio de expressão mais eficaz, informa sem qualquer elaboração escrita de um texto. Como exemplo, a fotografia de
A fotografia é usada para diversos fins; políticos, culturais, educativos, científicos, técnicos, artísticos, documentais, pessoal ou familiares, inspirai o amor, o ódio, a confiança ou o medo, esta ligada a actividade humana. O seu valor contido nas imagens reside o seu poder de despertar emoções. Ela como meio de reprodução tornou acessível a obra de arte a todos. Ajudou o homem a descobrir o mundo, sem ela jamais teríamos visto a superfície da lua. Tornou-se a linguagem mais corrente da nossa civilização
Na reprodução da obra de arte dá-me o conhecimento e informação contidas nas imagens como viveram e como pesavam os indivíduos de determinadas épocas, sem sair de casa. Por outro lado quando sou confrontado com a mesma obra no museu, sinto o impacto da obra original, a textura, as dimensões e o acompanhamento da informação adicional dada por um guia que me acompanha durante a visita.
A fotografia como linguagem tem um grande impacto visual, devido ao poder contido nas imagens. Uma linguagem acessível e de fácil compreensão por todos os indivíduos, por este motivo as pessoas lêem cada vez menos, devido o que esta contido as imagens nos mass media, sobretudo os audiovisuais e nas tecnologias de informação e comunicação.
Acessível a todos os indivíduos tem o impacto na formação da sociedade valorizando e democratizando o conhecimento, alterando os hábitos de relacionamento do individuo não permitindo a reflexão e/ou pensamento, contido no dialogo e na leitura.
A fotografia também pode ser usada para manipular a mente humana, sabendo através da psicanálise que o nosso subconsciente é povoado de imagens, os psicólogos que estudam as reacções humanas face a publicidade, poderem manipular as imagens
A fotografia está contida na mass media, como auxiliar do meio de comunicação e na difusão do conhecimento científico e tecnológico, dos conflitos sociais e políticos, da publicidade, em fim, em toda a actividade humana. Sem a fotografia não teríamos a acesso televisão e o cinema. A comunicação da linguagem fotográfica é fácil e acessível a toda a gente, estando presente em jornais, revistas, nos meios áudio visuais e na publicidade com o objectivo dos comerciantes e industriais venderem os seus produtos.
Permitiu a promoção dos equipamentos áudio visuais e como tal a facilidade ao acesso a informação e o conhecimento através da Internet. As pessoas não necessitam de sair de casa para terem o aceso a informação, tendo acesso e conhecimento aos equipamentos de informação e tecnologia, visualizam com rapidez a informação fotográfica digitalizada, sabendo o que se passa no mundo.
As mudanças operadas nos meios de comunicação social.
Com a difusão das novas tecnologias de informação e comunicação, como por exemplo: a Internet, os telemóveis, as máquinas fotográficas digitais, as máquinas de impressão digital, os computadores, permitiram aos indivíduos uma nova participação no contexto da comunicação social. Devido ao baixo custo e de acesso fácil na utilização, tornaram comunicação social mais flexível, dinâmica e acessível a relação do homem com o mundo. As relações sociais democratizaram-se porque é possível o intercâmbio de símbolos, os quais os indivíduos partilham voluntariamente suas experiências nas condições de acesso livre e igualitário, no diálogo e na participação. Todos nós temos o direito a comunicação com a vontade de satisfazer as nossas necessidades de comunicação. A comunicação entre os indivíduos tornou-se global, posso falar, negocia com outros noutra parte do mundo.
As consequências na circulação de informação.
A informação é regulada pela identidade a Comissão Nacional de Protecção de Dados. As pessoas ou entidades que tratem automaticamente os dados confidenciais, não estão a autorizadas a divulgar e tem obrigação de confidencialidade.
A informação pode ser manipulada mas os seus autores terão que responder a justiça.
Inicialmente os perigos de plagiar a informação é enorme, porque as pessoas estão numa aprendizagem com os meios que dão acesso a esta informação e não tem os devidos cuidados de a protegerem esta informação.
O mundo tornou-se mais perigoso, porque a informação é imediata e acessível a toda s as pessoas na sociedade, temos uma janela aberta para o mundo. A facilidade de acesso a informação permitiu por um lado, o diálogo e a informação contida nos meios de comunicação, por outro lado é necessário saber e conhecer a origem da fonte da informação e se os nossos dados pessoais estão guardados devidamente.
LTE
Bibliografia:
Historia da fotografia de Rómulo de Carvalho – Atlântida Editora, S.A.R.L.
Fotografia e Sociedade de Giséle Freund – Editora Comunicação & linguagens
Imagens – a evolução dos aparelhos fotográficos.
Porção poética nos 365 dias do ano...
Ah… mar, incondicionalmente na linguagem poética da arte.
A poesia é a alma inquieta, sentida, desejosa de afectos e deleite.
Ainda o rosto amargurado, sofrido que toca o subconsciente.
A poesia nasce do murmúrio do orvalho nas manhas frias a esfriar de contente.
Ah… mar, a poesia ainda a poesia amplificando na gente.
Vida e obra
Com o objectivo de partilhar as minhas experiências e conhecimentos artísticos desloquei-me ao Museu Municipal de Vila Franca de Xira no dia 10-12-09 às 17:00 horas em reunião com o Vereador da Cultura. E enquanto aguardava fui afortunado com um convite que consistia na apresentação pública do catálogo de Exposição Arte e Devoção – Formas e Olhares, Desvelar património… Velar pelo Património, no Núcleo do Mártir Santo em Vila Franca de Xira.
Feita a apresentação pública do catálogo no núcleo do Mártir Santo, permitiu-me conhecer uma das obras do Pintor da primeira metade do séc. XVIII, pintura designada do Calvário ou Lamentação junto à Cruz por desconhecer o seu verdadeiro nome, propriedade da Igreja de São Baptista de Alhandra.
Pintura de carácter religioso do Barroco português patente, foi elaborada pelo Pintor André Gonçalves, um dos Pintores mais influentes na época e com as dimensões de 497,5 X 280 cm pintada a óleo sobre tela, tinha como o objectivo a liturgia da Igreja. André Gonçalves foi o Pintor com mais encomendas ao longo da sua carreira, como tal, suas obras perdem na originalidade, mas tal facto não deixamos de notar na obra do Calvário larga expressividade Barroca.
A pintura
De temas: religioso, mitológico e dualidades, a riqueza do colorido, tonalidades suaves obedecendo ao claro-escuro e de grandes dimensões prova pertencer ao Movimento Barroco Português. As três figuras choram a morte de Cristo de forma contida sem qualquer dramatismo e desespero, a figura masculina remete-nos para o diálogo com o Divino, o nascer do sol à esquerda e a lua em face de quarto crescente à direita remete-nos para a morte e sofrimento e também para a esperança da ressurreição e imortalidade.
Valorizar o património do concelho.
(…) A proposta de plano de rotatividade para o ano 2009 assentou no estudo, na conservação e restauro, e na divulgação dos resultados de intervenção numa pintura sobre tela pertencente à Igreja Matriz de Alhandra, uma imponente pala de altar do período barroco, mantida oculta dos olhares públicos até à presente exposição (…)
A equipa do Museu Municipal de Vila Franca de Xira efectuou o levantamento do património móvel das paróquias do concelho e tendo referenciado na proposta de plano de rotatividade para o ano 2009, para o tratamento de conservação e restauro da pintura do Calvário ou Lamentação junto à Cruz que encontrava-se por detrás do retábulo dourado num estado progressivo de deterioração e parcialmente enrolada. Entregue a uma empresa entendida no assunto permitiu restaurar e mostrar as imagens escondidas no negrume acumulado do pó.
A cultura é de grande importância na reflexão e no entendimento do indivíduo, tendo por excelência a compreensão dos vários aspectos, como viviam e pensavam os nossos antepassados, o exemplo das imagens presente na tela do Calvário ou Lamentação junto à Cruz.
Os Municípios devem salvaguardar o património e mobilizar a população para o entendimento e mostra-lás a importância para o engrandecimento na sociedade.
Bibliografia:
Arte e Devoção/Formas e Olhares.
Museu Municipal de Vila Franca De Xira/Núcleo do Mártir Santo
Luís Terêncio Esteves
René Magritte (1898 -1967)
Georgette e René Magritte, 1920
Para entendermos a obra de um artista, é necessário conhecermos a alma de génio que a concebeu, caso notório a de René Magritte.
René Magritte nasceu em 1898 na Bélgica, personalidade de temperamento rebelde e de espírito contraditório com opiniões esquerdistas que o acompanharam ao longo da sua vida, deixou um profundo registo nas suas obras, de ideias subversiva, poética e surreal.
Em criança foi forçado a mudar de resistência várias vezes, entregue aos cuidados de amas e da avó, depois do suicídio de sua mãe, Regina.
Em 1916 foi viver para Bruxelas e inscreveu-se na Academia “des Beaux-Arts” que não a frequentou com regularidade devido ao seu temperamento rebelde.
Conheceu Georgette quando tinha 15 anos numa feira anual em Charleroi em 1922, casaram-se e sendo seu modelo.
Conhecera a privação e a repressão na guerra como soldado e buscava na leitura o mistério da poesia, com grande entusiasmo via filmes de “Fantômes” e lia as obras de escritores ou filósofos, como; Robert Louis Stevenson, G. F. W. Hengel, Paul Verlaine, Heidegger, e Edgar Allan Poe. O escritor Edgar Allan Poe foi o quem exerceu maior influência no pensamento e na obra de René Magritte.
Em 1923 ao conhecer a obra de Chirico – “Canção de Amor” através de uma fotografia, ficou comovido e mais tarde escrevia; “ pela primeira vez os meus olhos viram pensamento”. Foi neste período que o seu percurso artístico tomou um novo rumo.
Apoiado por amigos juntou-se ao círculo Dadaista e em 1926, celebrou um contrato com a “Galerie la Centaure em Bruxelas e fazendo da pintura sua principal actividade de trabalho. Abandonando o trabalho na fabrica de papel e de designer. Neste ano teve o seu primeiro êxito surrealista com a obra o Jóquei Perdido, ano de intenso vigor artístico totalizando a quantidade de 60 obras.
Em 1927 vai para Paris, começou a participar nas actividades do grupo dos surrealista, estabelece amizade com os poetas André Breton, Paul Éluard, o pintor Marcel Duchamp e entre outros.
Ao encerrar a Galerie la Centaure regressou a Bruxelas, permanecendo durante a ocupação da Alemanha. O seu trabalho foi exposto em 1936 em Nova York e mais duas exposições retrospectiva no Museu de Arte Moderna em 1965 e no Metropolitan Museum of Arte em 1992.
Em 1967 morre em Bruxelas.
Em Junho de 2009 foi inaugurado em Bruxelas o Museu Magritte, onde abriga a maior colecção de pintura do pintor surrealista.
Bibliografia:
Marcel Paquet